Cultura

Pilar del Río é a vencedora do Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura 2016

O prémio reconhece o trabalho da jornalista na defesa dos Direitos Humanos e na promoção e intercâmbio da cultura portuguesa, espanhola e latino-americana.

A jornalista Pilar del Río é a vencedora do Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura 2016, pelo seu trabalho "como fundadora e presidente da Fundação José Saramago, dedicada à defesa dos Direitos Humanos".

Pilar del Río é ainda distinguida pela "promoção da literatura portuguesa e ao intercâmbio da cultura portuguesa, espanhola e latino-americana", sustenta o júri.

"Na sua própria pessoa e na Fundação que dirige se encarna o espírito e os valores da fraternidade luso-espanhola", lê-se na nota de imprensa do Ministério da Cultura.

Ouvida pela TSF, Pilar de Río confessou que não estava à espera de receber este prémio e diz mesmo que, quando o ministro da Cultura ligou para a informa-la da atribuição do prémio, a jornalista pensou que o telefonema era por outros assuntos pendentes.

O prémio foi atribuído por unanimidade prémio. Pilar de Río adianta que os 75 mil euros vão dar muito jeito, até para manter a Casa-Museu José Saramago em Lanzarote.

A jornalista diz que o trabalho que tem de ser desenvolvido na Fundação segue as orientações deixadas por José Saramago e confessa que, não raras vezes, teme não ser capaz de seguir em frente.

Nascida em Sevilha, em 1950, Pilar del Río foi jornalista e tradutora, em particular das obras do escritor José Saramago, com quem viveu desde os anos 1980. Atualmente preside à Fundação José Saramago.

O prémio, atribuído pelos governos de Portugal e de Espanha, reconhece a obra de um criador no âmbito da arte e da cultura, que fomente a comunicação e cooperação cultural entre os dois países.

Nas edições anteriores foram distinguidos o escritor e tradutor José Bento, o professor Perfecto Cuadrado, o arquiteto Álvaro Siza Vieira, o realizador Carlos Saura e a escritora Lídia Jorge.

  COMENTÁRIOS