Cultura

Vespa, Rui Horta a dançar no palco, 30 anos depois

Rui Horta regressa ao palco da dança, para um solo, e, agora que faz sessenta anos, traz ao Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, Vespa.

Rui Horta escreveu um texto para esta peça, Vespa, onde diz: é uma espécie de um raio, e há que ser forte, e há dor também, uma espécie de fogo. Um bailarino com sessenta anos que volta assim às luzes do palco, às luzes que gosta tanto de afinar para outros e agora está ele, coreógrafo e bailarino.

O bailarino gosta também deste risco, de ser um espetáculo único, ali em cima do palco. É um risco o teatro, o palco. Há pessoas que vão ao teatro, como quem vai à Fórmula 1 para ver se há um acidente. A arte de palco tem sempre esse risco.

Vespa é um solo, um só homem em cima do palco, a dançar, a entregar-se à dança, ao corpo do bailarino que já traz muitos anos. Não é uma autobiografia, diz Rui Horta, mas como todos os espetáculos, há coisas dele, ali em cima do palco. Como os dias que hão de vir, podem marcar tanto, é este inseto na cabeça, insatisfeito, sempre insatisfeito, é Rui Horta de novo no palco, onde sempre esteve afinal.

Rui Horta regressa ao palco 30 anos depois, esta noite, no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, com a estreia absoluta deste solo: Vespa, quinta-feira e sábado às 22h.

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