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O Top 10 do ano da Zona de Conforto

Ao longo de 2015, foram dezenas e dezenas os discos que passaram pela Zona de Conforto. No final do ano, resta a tarefa, sempre difícil, de escolher apenas 10 álbuns e hierarquizá-los. Esta é a lista possível dos 10 melhores álbuns de 2015. Para ler e para ouvir na emissão da Zona de Conforto.

O Top 10 da Zona de Conforto para 2015:

10. Natalie Prass - Natalie Prass

Um disco de estreia que traz a sonoridade de um estúdio e de uma editora (a SpaceBomb) e a visão de Matthew E. White de (quase) toda a música norte-americana - a country, a soul, o R&B, o gospel e o rock do sul. A pairar sobre tudo, a voz cristalina de Natalie Prass e uma mão-cheia de canções de recorte clássico

9. Bob Dylan - Shadows In The Night

Mais uma reinvenção inesperada do "bardo do Minnesota". Desta feita, uma homenagem destilada e singular do "grande cancioneiro norte-americano", bem distante do registo grandiloquente popularizado por Sinatra.

8. Robert Forster - Songs To Play

Regresso, após um silêncio demasiado longo, de uma das metades dos saudosos Go-Betweens e o 1º disco verdadeiramente a solo após a morte de Grant Mclennan. Uma memória presente da melhor pop dos oitenta: da Austrália com ironia.

7. Kacey Musgraves - Pageant Material

Menina bonita da country, estrela emergente e vencedora de concursos para jovens talentos, Kacey Musgraves, ao 2º álbum, mostrou ser uma das vozes mais seguras da música norte-americana da atualidade e estar definitivamente empenhada em alargar os horizontes da country.

6. Iron and Wine & Ben Bridwell - Sing Into My Mouth

Parceria musical fruto de uma longa amizade, alimentada, ao longo dos anos, a troca de discos e partilha de canções. Um disco de versões, muitas delas inesperadas, mas, acima de tudo, a apropriação particular de Sam Beam (aka Iron & Wine) e Ben Bridwell (líder dos Band of Horses) das músicas de outros.

5. Wilco - Star Wars

Regresso inesperado dos Wilco aos álbuns. Uma espécie de disco surpresa, sem pré-anúncios e que, sinal dos tempos, saiu primeiro em edição digital para download gratuito e só um par de meses passados teve edição física. É preciso recuar vários álbuns para encontrar Jeff Tweedy e os seus parceiros em tão boa forma e nunca em estúdio os Wilco soaram tão próximos do espírito da banda em palco.

4. Tobias Jesso Jr. - Goon

Um disco de reconciliação com as baladas escritas ao piano, combinação de Randy Newman com Elton John ou a continuação de Let it Be pelos mesmos meios dirigida aos nossos dias. A história hollywoodesca de um rapaz que, ferido por um desgosto de amor, abandona L.A., e uma carreira como músico de estrelas adolescentes, regressa ao Canadá, e, em casa dos pais, descobre um velho piano para, numa empreitada emocional, desencantar um punhado de melodias irresistíveis.

3. Sufjan Stevens - Carrie & Lowell

Disco íntimo e confessional, a contrastar com o registo grandiloquente e a ambição desmedida dos álbuns anteriores de Sufjan. Murro no estômago ou revelação excessiva, não é claro. Mas fica como prova da dimensão musical do norte-americano - independentemente do género que abraça - e de que, quase sempre, há mais grandeza do que se possa imaginar nas coisas pequenas.

2. Bill Ryder-Jones - "West Kirby County Primary"

Jovem prodígio que aos 13 anos já integrava os The Coral, Bill Ryder-Jones encetou entretanto uma carreira a solo, mas só agora, ao terceiro disco, escrito em casa da mãe e que leva no título o nome da sua escola primária, se revela verdadeiramente como um dos grandes talentos britânicos da sua geração, a ombrear com Pete Doherty ou Alex Turner. Disco catártico, feito de melodias em toada lenta e contida, que logo se transformam em descargas emocionais movidas a guitarras.

1. Laura Marling - Short Movie

Voz maior da folk britânica, ao 5º disco e apenas com 25 anos, Laura Marling já não pode ser vista como um talento precoce. É, antes, alguém com uma voz própria que já percorreu um caminho. Empenhada em desenhar um percurso verdadeiramente dylanesco, reinventou-se de novo, agora eletrificando o som, para nos oferecer mais um disco no qual a maturidade emocional e o controlo da voz abalam mesmo os mais frios. Álbum feito com todos os sentidos alerta por uma das vozes mais marcantes dos nossos dias.

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