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Trocar pedras por rimas: como o Rap o afastou da violência em Gaza

Nasceu em Gaza há 25 anos, e já viveu três guerras com Israel. Aos 13 pensava juntar-se à resistência, mas depois descobriu o rapper norte-americano Eminem na internet.

Não é fácil ser rapper no pequeno enclave de Gaza, dominado pelo Hamas desde 2007, e com uma sociedade profundamente conservadora. Mas Ibrahim Ghunaim, ou MC Gaza, como gosta de ser tratado, sente que nasceu para o RAP.

O interesse pela música surgiu depois de o RAP lhe roubar o coração num concerto a que assistiu, ou não significasse RAP "ritmo e poesia". Depois do concerto, Ibrahim, então com 13 anos, foi descobrir tudo o que conseguiu sobre o estilo de música na internet, e o Eminem passou a acompanhá-lo na adolescência, substituindo as armas e canalizando a revolta contra o conflito Israelo-palestiniano para longe do jihadismo.

A primeira performance pública, em 2005, não correu bem, e a banda viu-se obrigada a fugir de uma multidão ofendida pelo que considerou "gestos impróprios" dos músicos em palco. Mas as tensões políticas e sociais da Faixa de Gaza não são só um contexto pouco favorável para um rapper, são também fontes de inspiração: nas suas músicas, Ibrahim fala sobre o desemprego, os direitos das mulheres, pobreza e as alegadas prisões arbitrárias de jovens palestinianos pelas forças israelitas.

Para além da difícil relação com público, Ibrahim enfrenta a censura e a possibilidade real de problemas graves com o Hamas, que toma frequentemente como alvo artistas cujo trabalho não se conforma com os seus ideais conservadores. Ibrahim espera por isso conseguir sair de Gaza e perseguir uma carreira internacional. Mas gostava de se tornar famoso antes de partir.

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