Segurança

Árbitros e familiares vão ser alvo de proteção policial

A decisão já foi comunicada aos árbitros profissionais por Fontelas Gomes, presidente do Conselho de Arbitragem.

Mais de uma centena de militares da GNR e agentes da PSP estão destacados para esta operação de segurança, conta na edição desta sexta-feira o Correio da Manhã.

A garantia foi dada pelo próprio presidente do Conselho de Arbitragem ao grupo de árbitros que ontem treinou no centro desportivo da Maia. A sessão ficou marcada pelas ameaças de morte e pelos insultos de que foi alvo Artur Soares Dias, segundo a Renascença, por dois elementos alegadamente pertencentes aos Super Dragões.

O árbitro foi destacado para apitar o Paços de Ferreira-FC Porto deste sábado. O líder da claque "azul e branca", Fernando Madureira, nega o envolvimento do grupo organizado de apoio ao clube.

Não foi um caso isolado. Também Luciano Gonçalves, presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) foi insultado à porta da sede da associação em Lisboa.

O clima de crispação é motivado pelas criticas do Futebol Clube do Porto e do Sporting às arbitragens nos jogos desta semana que ditaram o afastamento dos dois clubes da Taça da Liga.

No encontro de ontem na Maia com o presidente do Conselho de Arbitragem, os árbitros que ali se encontravam a treinar, conta o jornal O Jogo, chegaram a admitir um boicote aos jogos da jornada deste fim de semana, posição que acabou por não vingar.

Ficou a garantia de que tanto os homens do apito como os familiares vão ser alvo de proteção policial, não apenas por causa dos incidentes dos últimos dias. Ao Correio da Manhã, fonte da Federação Portuguesa de Futebol conta que têm sido detetados elementos das claques junto das casos de árbitros, das escolas dos filhos, dos locais de trabalho das mulheres a que juntam as ameaças feitas por telefone e através das redes sociais.

De resto, já há árbitros a ser alvo desta atenção por parte das autoridades. Um desses árbitros diz sob anonimato ao mesmo jornal que problemas sempre houve, mas que o clima que hoje se vive é o pior de que tem memória.

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