Desporto

Detido o Presidente da Federação Espanhola de Futebol

A Federação Espanhola de Futebol está a ser alvo de buscas por parte da Guarda Civil.

Há duas versões, a circular. Uma, mais simples, com uma história tradicional de compra de votos. Nas eleições de maio último, em que Ángel María Villar foi reeleito para mais quatro anos de mandato como presidente, teria recorrido a financiamentos ilegais de dirigentes regionais de diversas províncias, a troco de votos.

É a história que o El País conta esta manhã, sem perder a oportunidade para lembrar que Ángel María Villar leva 29 anos de presidência do futebol espanhol e nos últimos anos, com suspeitas de envolvimento na corrupção do futebol mundial.

O El Mundo conta uma outra história. Ángel María Villar e o filho estarão a ser investigados por uma teia que lhes permitiu encaminhar, para os próprio bolsos, dinheiro dos cofres da Federação em diversos negócios, especialmente através de vantagens comerciais resultantes de jogos da seleção espanhola, e de que seria beneficiário o filho.

Além de Ángel María Villar e do filho, Gorka Villar, foram ainda detidos o vice-presidente para a área financeira da Federação Espanhola, e dois dirigentes da Federação de Futebol das Canárias. Estes últimos são suspeitos de criarem uma sociedade financeira para receber as transferências do dinheiro federativo.

As buscas da Guarda Civil estão a ser acompanhadas pelo Ministério Público espanhol e decorrem na sede da Federação, na cidade do futebol espanhol, e em vários escritórios e residências.

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