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FIFA: a era pós-Blatter

Gianni Infantino e Ali Bin Hussein são os nomes mais fortes nesta corrida a cinco à sucessão de Joseph Blatter. As 209 federações vão decidir, esta sexta-feira, quem é o novo presidente da FIFA.

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Arnd Wiegmann / Reuters

Infantino foi o nome que a UEFA lançou depois do escândalo que levou ao afastamento de Michel Platini. O secretário-geral do organismo, além do suporte das federações - entre elas a portuguesa - recebeu também apoios individuais expressos, como os de Luis Figo, José Mourinho e até do ex-presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.

Gianni Infantino que, tal como todos os outros candidatos, promete um combate aceso à corrupção, tem um trunfo suplementar para cativar o voto dos não-europeus : aumentar o número de seleções nos Mundiais e realizar a prova numa região e não necessariamente em um ou dois países.

Ali Bin Hussein conta com fortes apoios na Ásia e África, mas sobretudo surge como alguém que ousou enfrentar nas urnas Joseph Blatter nas últimas eleições. Perdeu, mas marcou posição.

É um defensor, desde sempre, do limite de dois mandatos para o presidente e quer acabar com a atribuição de contratos comerciais por via secreta.

Depois, há mais três pretendentes com menores hipóteses.

Bin Al Khalifa, xeque do Bahrein, tem contra ele o facto de ser alvo de forte contestação no seu país devido ao desrespeito pelos direitos humanos e pela perseguição política aos opositores do regime.

Jerôme Champagne, ex-dirigente da FIFA entre 1999 e 2010, tem a favor o facto de ter sido demitido por criticar a política interna de Blatter e de apostar no fim da desigualdade na distribuição dos direitos televisivos. A questão é que, apesar de ser francês, não reúne o consenso europeu.

Finalmente, Tokyo Sexwale, o sul-africano que combateu o apartheid ao lado de Nelson Mandela. Muito respeitado neste particular, é apontado como tendo ligações, nunca devidamente esclarecidas, a alegadas influências que levaram à atribuição do Mundial de 2010 à África do Sul.

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