Desporto

Nike Vaporfly Elite: entre o recorde e o "doping tecnológico"

Menos de duas horas. É este o objetivo da Nike e de alguns atletas de topo que acreditam que é possível correr os 42km da mítica prova em menos de 120 minutos. Mas a que custo?

Hoje, e na prova masculina, há 178 segundos a separar o atual recorde da maratona (2h 2m 57s) e o objetivo (1h 59m 59s). Trata-se de um tempo 3% mais rápido e nunca na história da prova um recorde caiu de forma tão violenta.

A chave para este problema poderá estar nas sapatilhas. É nisso que a Nike acredita. Já o eventual "doping tecnológico" está numa placa de fibra de carbono em forma de colher introduzida na sola das Nike Vaporfly Elite.

Estas sapatilhas são leves, aerodinâmicas e inclinadas para a frente, mas é uma fina placa de fibra de carbono rígido que explica a confiança da Nike. Os inventores da sapatilha dizem que correr com elas "é como descer uma encosta e não dá para o fazer devagar".

A Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF) já admitiu que terá de investigar as novas sapatilhas para perceber se elas dão acesso a algum tipo de "vantagem injusta".

É em maio que as sapatilhas se estreiam em pista. Literalmente. Vai ser no autódromo de Monza que o maratonista queniano Eliud Kipchoge as vai calçar e usar em público pela primeira vez.

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