Desporto

Paixão clubística. Muito mais do que uma força de expressão

A paixão clubística no futebol existe mesmo e é muito parecida com a paixão por uma pessoa.

Uma equipa do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde, da Universidade de Coimbra, investigou o cérebro de elementos das claques de duas equipas - da Académica e do Futebol Clube do Porto - e concluiu que a paixão pelo futebol é uma forma de amor, com tudo o que isso tem de bom e de mau.

A equipa do investigador Miguel Castelo Branco juntou 54 homens e duas mulheres, com idades entre os 21 e os 60 anos. Uns membros da Mancha Negra, a claque da Académica, outros dos Super Dragões, a claque portista. Todos expostos a vídeos capazes de provocar o melhor e o pior num adepto ferrenho.

À medida que viam os vídeos, as imagens do cérebro dos adeptos foram gravadas. Miguel Castelo Branco encontrou resultados muito parecidos ao que acontece quando se observa o cérebro de alguém apaixonado.

Tal como acontece no amor romântico, também entre os que vivem a paixão do futebol com todas as letras verificou-se que há uma tendência para ignorar o que nos frustra e valorizar o que nos faz felizes.

Como é que se passa daqui para o lado irracional das paixões que levam muitas vezes aos excessos e à violência? Isso é matéria para outro estudo ainda em curso na Universidade de Coimbra.

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