Futebol

"Políticos desportistas" divergem sobre realização de jogos em dia de eleições

Treinador Henrique Calisto acha que é possível votar em dia de futebol. Opinião contrária tem o ciclista Rui Sousa que concorda com intenção do Governo de proibir os jogos em dias de eleições.

O treinador de futebol, Henrique Calisto, foi presidente da Junta de Freguesia de Matosinhos durante 10 anos. O ex-autarca acha que os encontros de futebol não interferem nas eleições, desde que não sejam jogos grandes, como um Sporting-FC Porto que se realiza a 1 de outubro, o dia das eleições autárquicas.

"Eu acho que é possível votar com o futebol pelo meio. Agora, deve ser um dia onde todos os cidadãos possam votar, por isso, devem ser evitados jogos grandes, que arrastam grandes massas. Por causa destes grandes jogos, como acontece no Sporting-FC Porto, vai cortar-se a possibilidade das pessoas terem um domingo mais agradável e sem transtorno" considera Henrique Calisto.

Já o ciclista profissional Rui Sousa, que representa a equipa RP Boavista, é autarca na união de freguesias de Barroselas e Carvoeiro e está a recandidatar-se a um segundo mandato. O atleta, que no final desta época vai encostar definitivamente a bicicleta, alinha com o Governo na proibição dos jogos em dias de eleições.

"Votar é um ato de cidadania que deve ser feito com reflexão. Se vamos eleger a pessoa que vai gerir os destinos da sua terra durante quatro anos, devemos de ter todos essa disponibilidade e não deverá existir qualquer atividade ao redor que possa fazer com que haja alguma abstenção. Por isso, concordo perfeitamente com a posição do Governo", defende Rui Sousa.

O autarca, que corre na equipa RP Boavista acrescenta que a proibição não se deve limitar ao futebol e deve abranger todos os eventos desportivos em dia de eleições.

"Se eu tivesse uma corrida no Algarve ia impedir-me de exercer o meu voto na minha área de residência, porque nunca na vida eu ia chegar a tempo de votar", revela o ciclista profissional.

  COMENTÁRIOS