Desporto

Proibição de jogos em dia de eleições é um "insulto"

Marques Guedes, deputado do PSD, acusa o Governo de ter uma visão infantil dos portugueses.

O PSD não poupa críticas à intenção do Governo de legislar para que sejam proibidos jogos de futebol em dias de eleições. Esta quinta-feira, João Paulo Rebelo, o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, confirmou à TSF a intenção do Governo de proibir jogos de futebol e outros eventos desportivos em dia de eleições, conforme avançou o Diário de Notícias. O deputado Marques Guedes fala em insulto para com os portugueses e numa manobra de diversão.

"Isto é uma manobra de diversão e um insulto que procura infantilizar a mentalidade dos portugueses. Aos 40 e tal anos de democracia penso que há mais do que maturidade suficiente por parte dos eleitores para organizarem a sua vida no sentido de exercerem o direito de voto, que é um direito fundamental que todos temos e não deixamos de utilizar. Tentar entender que os portugueses não têm discernimento suficiente para distinguir a importância entre atividades lúdicas e aquilo que é o exercício de um direito fundamental como o direito de voto. Claro que têm. É apenas a expressão de uma visão de infantilidade relativamente aos portugueses que só pode ser qualificada como insulto. O que virá a seguir? Proibir cinemas, teatros, que se encerrem os museus ou os centros comerciais em dias de voto?", disse Marques Guedes.

Marques Guedes sugere ainda ao Executivo que governe e que deixe de se entreter com "infantilidades".

"O Governo o que devia estar a fazer era governar. Isto não é governar. Isto é para esconder a lacuna que existe relativamente à necessidade de enfrentar os problemas reais do país, a tomar medidas, a definir legislação que ataque os problemas estruturais do país que é tudo aquilo que este Governo não faz, ou porque não é capaz, ou porque não tem condições políticas para o fazer. O resultado é sempre o mesmo, ou não governa ou governa muito pouco, e depois entretém-se com estas infantilidades que eu espero que não vão adiante".

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