Ciclismo

Frank Schleck abandona Volta à França após controlo positivo

O luxemburguês Frank Schleck abandonou hoje a Volta a França em bicicleta na sequência do seu controlo antidoping positivo, revelou a sua equipa, a RadioShack.

A Unicão Ciclista Internacional (UCI) anunciou ao início da noite de hoje, segundo dia de descanso do Tour, em Pau, o «resultado analítico adverso» num controlo realizado 14 de julho, na 13ª etapa, que Frank Schleck terminou em 40º lugar, com o mesmo tempo do vencedor, Andre Greipel.

A análise de urina realizada no laboratório de Châtenay-Malabry revelou a presença do diurético Xipamide, que está contemplada na lista das designadas «substâncias especificadas» e pode valer um castigo entre a advertência e dois anos de suspensão.

Este é o segundo caso ligado ao doping no decorrer da prova, depois de o corredor Rémy Di Grégorio (Cofidis) ter sido detido em Bourg-en-Bresse no primeiro dia de descanso.

Frank Schleck, de 32 anos, terceiro classificado do Tour em 2011, ocupava o 12º lugar da geral, a 9.45 minutos do líder, o inglês Bradley Wiggins.

Um comunicado da UCI diz que Schleck «tem o direito de requerer e esperar pela análise da amostra B», mas a UCI indica, no entanto, que espera que o corredor seja suspenso de imediato, em conformidade com as apertadas regras antidoping da corrida.

«Os regulamentos antidoping da UCI não preveem uma suspensão preventiva devido à natureza da substância, que é uma substância especificada. Contudo, a UCI está convicta de que a sua equipa tomará as medidas necessárias para permitir que a Volta a França prossiga com serenidade e para assegurar que o seu corredor tem a oportunidade de preparar a sua defesa adequadamente, em particular dentro dos prazos legais, que lhe concedem quatro dias para que a amostra B seja analisada», indica o comunicado.

Os diuréticos não aumentam o rendimento dos atletas, mas podem ser utilizados como mascarantes, encobrindo o recurso a outras substâncias, e são associados a transfusões sanguíneas.

Xipamide é normalmente utilizado no tratamento de edema e hipertensão e Schleck tem a oportunidade de provar a sua inocência uma vez que este produto entra numa categoria que o Código Mundial Antidopagem designa «substâncias especificadas».

O documento diz que «se um atleta conseguir provar a circunstância em que a substância especificada foi administrada ou de que forma ficou na sua posse e que não tinha a intenção de melhorar o rendimento desportivo, a sanção pode ser reduzida no mínimo a uma advertência sem período de suspensão e no máximo a uma suspensão de dois anos».

Frank Schleck é irmão mais velho de Andy, declarado vencedor do Tour de 2010 depois de o espanhol Alberto Contador ter sido desqualificado por doping.

O pelotão da Volta a França regressa à estrada na quarta-feira, com a realização da 16ª etapa.

  COMENTÁRIOS