Sporting

Oposição considera que Dias Ferreira não é a solução

Carlos Barbosa não percebe de que ruptura fala Dias Ferreira, pois pertenceu aos órgãos sociais que agora se demitiram, e Bruno de Carvalho entende que o advogado não é a solução que o Sporting necessita.

Na hora de anunciar que vai concorrer à presidência do Sporting, Dias Ferreira, ex-presidente da mesa da Assembleia Geral do Sporting, disse querer fazer uma ruptura com o passado, sem no entanto dar linhas orientadores do seu projecto.

Para Carlos Barbosa, apoiante de Godinho Lopes, «um dos grandes problemas do Sporting» é a diferença entre «aquilo que as pessoas dizem e depois o que fazem».

O presidente do Automóvel Clube de Portugal (ACP) disse que a a candidatura de Dias Ferreira é bem-vinda como qualquer outra, frisando que «qualquer sportinguista que tenha capacidade para ser eleito, que apresente um programa para ser sufragado e que tenha uma lista de acordo com os estatutos pode concorrer a ser presidente do Sporting».

Quanto à classificação do Sporting, Carlos Barbosa falou naquilo que encara como uma «arbitragem medíocre». «O futebol é um negócio de muitos milhões e não pode estar a ser prejudicado por incompetentes que vão para a arbitragem», reforçou.

Bruno de Carvalho, candidato às eleições de 26 de Março, entende que Dias Ferreira, apesar de ser um «sportinguista reconhecido», «não será a solução que os adeptos pretendem».

O clube necessita de «novos órgãos sociais que tenham capacidade e competência para reerguer o Sporting», defendeu.

Depois da desistência de Braz da Silva, Bruno de Carvalho desconhece se a candidatura de Dias Ferreira é para ir até ao fim e sublinha a necessidade de não se deixarem os processos a meio, para bem do respeito do clube.

«O Sporting neste momento tem que mostrar que é um clube de respeito e se dá ao respeito», defendeu, considerando que o clube necessita de «sportinguistas competentes, com vontade, que sabem aquilo que estão a fazer e dispostos a lutar até ao fim».

Em declarações à TSF, o candidato contestou ainda as arbitragens, mas também a falta de organização interna na defesa da equipa. «Há uma desorganização grande que deveria ser já atacada», opinou.

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