Construção

Grupo Mota Engil escapa à crise com investimento em África

Com os conhecidos problemas do sector da construção em Portugal, o grupo Mota Engil conseguiu 900 milhões de euros de obras em África. À TSF, o presidente Jorge Coelho falou num novo ciclo.

O grupo Mota Engil apostou forte nos mercados externos e, esta sexta-feira, anunciou que conseguiu em África um conjunto de obras no valor global de 900 milhões de euros.

Em declarações à TSF, o presidente executivo do grupo, Jorge Coelho falou «num novo ciclo».

«Definido que foi no âmbito do Plano Estratégico 'Ambição 2013', uma estratégica que passava, e passa, por uma internacionalização e diversificação fortes, nós, perante as dificuldades que estamos a ter no mercado nacional, intensificamos e aceleramos esses dois pilares, e os resultados estão à vista», explicou.

Nesta altura, referiu Jorge Coelho, a parte de leão da carteira de encomendas da Mota Engil está no estrangeiro.

«75 por cento da carteira da Mota Engil, engenharia e concessão, já é nos mercados externos. Isto compensa de forma clara a redução que está a haver no mercado nacional. Em África, por exemplo, que é um mercado fundamental, duplicamos a nossa carteira», referiu Jorge Coelho.

Também «na América Latina, no Peru, onde temos vindo a crescer de forma muito importante, temos já uma carteira contratada de 320 milhões de dólares», exemplificou.

Com esta adjudicação de 900 milhões de euros de obras em África, a Mota Engil destacou-se, esta tarde, na bolsa de Lisboa com uma valorização de 20 por cento.

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