Nissan

Nissan: BE pede esclarecimentos ao Governo sobre contrapartidas

O Bloco de Esquerda pediu hoje esclarecimentos ao Governo sobre as contrapartidas pedidas pela Nissan para a construção de uma fábrica de baterias em Aveiro e a forma como será compensado o município pelo abandono deste projeto.

«Este investimento foi considerado estratégico para o país, pelo que a sua suspensão coloca várias questões que o Governo tem de esclarecer. A primeira das quais é se o Governo teve conhecimento antecipado da decisão da Nissan e se irá exigir a devolução das contrapartidas prestadas à Nissan», lê-se num requerimento enviado ao Ministério da Economia e do Emprego assinado pelo deputado Pedro Filipe Soares.

«Mas é também necessário que o Governo preste esclarecimentos ao país sobre esta suspensão de investimento estrangeiro em Portugal. Como é possível que o Governo, que tantas vezes fala em diplomacia económica, falhe agora o cumprimento de um investimento estrangeiro que estava completamente acertado?», questiona ainda o BE.

No mesmo texto, o Bloco sublinha que «o processo que levou a Nissan a indicar Portugal como um dos países que iria receber uma das fábricas de construção de baterias para veículos elétricos teve o apoio público do Governo da altura. Aliás, foi uma vasta comitiva ministerial participou no lançamento da primeira pedra».

«Assim, é necessário que se tornem públicas as contrapartidas que foram dadas à Nissan para que o investimento ocorresse em Aveiro. Segundo o Ministro da Economia da altura, haveria «apoios financeiros, fiscais ou apoios do QREN, pelo que é necessário esclarecer os portugueses de que apoios se falava», acrescenta.

No mesmo requerimento, o Bloco quer ainda saber «como pensa o Governo compensar a região de Aveiro pela suspensão de um investimento de 156 milhões de euros que permitiria a criação de 200 postos de trabalho».

A Nissan anunciou na segunda-feira a suspensão da fábrica de baterias em Aveiro para os seus carros elétricos, um dos últimos investimentos estrangeiros anunciados pelo ex-primeiro-ministro José Sócrates.

  COMENTÁRIOS