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Presidente da Estradas de Portugal admite situação muito difícil

O presidente da Estradas de Portugal confirma a situação muito difícil que a empresa enfrenta, admitindo chegar ao final do ano com uma dívida superior ao previsto.

A Inspecção-Geral de Finanças disse, esta terça-feira, que a situação financeira das Estradas de Portugal é insustentável e citou a própria empresa para prever que a partir de 2015 a dívida da Estradas de Portugal ultrapasse os 700 milhões de euros e a dívida à banca atinga os 4000 milhões.

A actual administração da empresa reconhece os problemas, mas prefere falar num temporário problema de tesouraria.

«Existe um problema de tesouraria, existem dificuldades de acesso ao mercado, existe uma necessidade de rever todo este procedimento, de obter soluções que nos permitam em 2011 e 2012 assegurar a continuidade do investimento que o Estado português fez no sector rodoviário», disse o presidente da Estradas de Portugal.

José Castel Branco, que falava esta terça-feira nas comissões parlamentares de Orçamento, Finanças e Administração Pública e Economia e Obras Públicas, frisou que a empresa é sólida e economicamente viável.

Paulo Campos, antigo responsável político da tutela e agora deputado do PS, defendeu-se com o passado, afirmando que em 2005 «os contribuintes colocavam na Estradas de Portugal 800 milhões».

Em 2010, continuou, a empresa pagou 27 milhões ao Estado e «não recebeu nada». Ainda assim, Paulo Campos acredita num futuro mais risonho para a Estradas de Portugal.

Heitor Agrochão, director na Inspecção-Geral de Finanças, ironizou, afirmando que a logo prazo «todos temos a certeza» de que estaremos mortos, e alertou que a questão é saber se a empresa tem «condições ou não para se aguentar até 2014».

Para a Inspecção-Geral de Finanças, são necessárias medidas na Estradas de Portugal, sendo que o futuro da empresa pertence ao Governo.

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