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Chipre: Eurogrupo deve «responder favoravelmente» a pedido de ajuda financeira

O Eurogrupo admitiu que deverá «responder favoravelmente» ao pedido de ajuda financeira do Chipre à zona euro, que visa corrigir «desequilíbrios macroeconómicos» e aliviar a tensão no setor bancário do país.

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O programa de ajuda, indica nota do Eurogrupo hoje divulgada em Bruxelas, será agora articulado pela 'troika' (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional).

«O Eurogrupo confia que a implementação deste programa resolverá os desafios financeiros, orçamentais e estruturais da economia de uma forma decisiva e deve permitir que Chipre regresse a um caminho de crescimento sustentável», diz o texto dos ministros das Finanças dos 17 países do euro.

Na segunda-feira o governo do Chipre informou as autoridades europeias da sua intenção de pedir ajuda financeira aos fundos de resgate da zona euro.

Numa mensagem distribuída à imprensa e citado pela agência financeira Bloomberg, o Governo cipriota deu conta da sua intenção de pedir um resgate ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) ou ao Mecanismo de Estabilidade Financeira (MEF).

O comunicado do Governo cipriota não dava pormenores sobre os montantes nem as modalidades do resgate.

Até sexta-feira, O Chipre tem de angariar mais de 1.800 milhões de euros para recapitalizar o seu segundo maior banco.

O objetivo seria evitar que o Chipre tivesse de se submeter a um programa semelhante ao da 'troika'; no entanto, essa expetativa gorou-se, e o Governo de Nicósia não conseguiu até agora negociar um empréstimo com nações extracomunitárias.

O Chipre é membro da zona euro desde 2008, e será o quinto país da zona euro a recorrer a resgates financeiros desde o início da crise das dívidas soberanas, depois de Grécia, Irlanda, Portugal e Espanha (no caso espanhol, o pedido limita-se à recapitalização do sistema bancário).

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