Emprego

"A economia, como as bicicletas, ou se pedala, ou pára!"

O maior desafio que se coloca ao País é a aposta no emprego qualificado, diz António Costa, que não quer deixar ir para o estrangeiro a geração mais qualificada.

António Costa observa o mestre vidreiro António Esteves (E) durante a visita ao Museu do Vidro no fim da sessão solene de assinatura do "Pacto Territorial para o Desenvolvimento da Marinha Grande

O primeiro-ministro dá a receita para o crescimento da economia portuguesa: inovação e qualificação. E um exemplo em que o resto do País se pode inspirar: a Marinha Grande.

Se o desenvolvimento é uma corrida, quem não avança, fica para trás. "A economia, como as bicicletas, ou se pedala, ou pára. E por isso nós temos de continuar a pedalar para poder continuar a crescer e criar emprego", referiu António Costa, esta sexta-feira, 21, na cidade conhecida como capital do vidro, onde os moldes e os plásticos são também setores importantes. "E para que isso aconteça, há dois fatores absolutamente essenciais: investir na qualificação e na inovação".

Numa cerimónia pública antes de visitar os museus do vidro e dos moldes para plásticos, o primeiro-ministro explicou que a Marinha Grande é um caso de sucesso, porque venceu a crise da cristalaria, que provocou falências e desemprego nos anos 80 e 90 do século passado, com investimentos em novas tecnologias e competências, que permitiram à indústria de moldes e plásticos, mas, também, às fábricas de vidro de embalagem, imporem-se no plano internacional.

"A história da Marinha Grande é exemplar", sublinhou António Costa. "De uma situação de rutura e de crise, temos hoje um dos centros mais dinâmicos da indústria nacional, com uma taxa de desemprego que é quase metade da taxa de desemprego do País e que é um dos principais centros de exportação internacional".

Para o primeiro-ministro, é essencial que as empresas portuguesas saibam transformar o conhecimento dos centros de investigação em valor na cadeia industrial. "É estando na crista da onda de inovação que conseguimos desenvolver a nossa economia. Foi isso que deu a volta à Marinha Grande nestes 20 anos. E temos agora que prosseguir. Pela Marinha Grande, mas também pelo País", afirmou.

O maior desafio do País é a aposta no emprego qualificado, diz António Costa, que não quer para o estrangeiro a geração mais qualificada.

António Costa falava na assinatura do Pacto Territorial para o Emprego e Desenvolvimento do concelho da Marinha Grande (PTE-D 2030), que envolve 15 instituições ligadas ao ensino, formação, investigação, tecnologia e empreendedorismo, além do próprio Município e das associações empresariais.

A primeira versão do documento, assinada em 1998, juntamente com outros dois pactos para o emprego, no Alentejo e no Vale do Sousa, "colocou a Marinha Grande como referência europeia", nota a autarquia, "e permitiu a obtenção de resultados que em muito beneficiaram o concelho".

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