Economia

Novo Banco: "Risco já existe. A nacionalização não vai criar novos encargos"

O PS não revela o sentido de voto para o projeto de resolução que o PCP vai apresentar para manter a nacionalização do Novo Banco.

O deputado João Galamba, convidado do Fórum TSF, diz que os socialistas ainda não discutiram entre eles o que fazer.

João Galamba lembra que, de uma maneira ou de outra, os contribuintes vão sempre pagar uma fatura, mas isso não significa que existam riscos acrescidos ou contradição com as garantias dadas pelo ministro das Finanças.

Tal como o PS, também o BE quer a nacionalização. Mariana Mortágua esteve no Fórum da TSF e lembrou que privatizar o Novo Banco terá mais custos para os contribuintes.

Questionada sobre se haverá espaço para que o Estado seja o dono de dois bancos públicos (Novo Banco e CGD), a bloquista defende que sim.

Para o PCP, não é aceitável sequer falar em nacionalização temporária do Novo Banco. O deputado Miguel Tiago diz que isso seria perpetuar o que tem sido feito, ou seja, tornar os bancos saudáveis e entregá-los a privados, abdicando de tudo o que foi investido.

À direita, o PSD insiste que se deve conseguir uma venda o mais rentável possível que reverta para o fundo de resolução dos bancos. A nacionalização, considera Duarte Pacheco, só pode ser entendida como um argumento para se conseguir um negócio melhor.

O PSD acredita que é possível melhorar as propostas e isso está nas mãos do Governo. Já a deputada Cecília Meireles afirma que uma nacionalização nunca foi, para o CDS, um cenário em cima da mesa e por isso defende que se devem fazer todos os esforços para conseguir uma boa venda.

Cecília Meireles defende ainda que o Banco de Portugal deve explicar o que mudou no processo do Novo Banco desde o anuncio da resolução até agora.

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