A uma semana do fim do prazo, só 17 mil precários do Estado pediram a integração

Paulo Jorge Magalhães / Global Imagens
Apenas 17 mil precários do Estado entregaram requerimentos para verem situação regularizada. Prazo termina a 30 de junho. Governo estima total de 116 mil precários na Administração Pública.
A pouco mais de uma semana para o final do prazo, apenas 17 mil precários do Estado entregaram requerimentos para serem integrados nos quadros.
O número foi avançado por José Abraão, da Federação de Sindicatos da Administração Pública (FESAP), que afirma que "na última semana entraram processos relativos ao ministério do Trabalho", que elevaram os 15 mil requerimentos conhecidos até agora.
No início do processo o governo fez uma estimativa provisória (que incluía também os precários das autarquias, que serão abrangidos por um processo específico) que apontava para a existência de 116 mil trabalhadores em situação precária no conjunto das Administrações Central e Local e no Sector Empresarial do Estado, mas o sindicalista avisa que o número de regularizações deverá ficar muito abaixo deste valor: "ficará muito aquém do levantamento feito pelo governo", englobando todas as situações.
Frente Comum teme que precariedade não saia do Estado
Também a coordenadora da Frente Comum manifesta preocupação com os números. Ana Avoila entende que "acaba por ser um processo em que a precariedade fica na Administração Pública porque o governo foi teimoso, fez um processo ao contrário, em que permite que as pessoas tenham receio". "Se calhar, fê-lo propositadamente, quem sabe?", questiona.