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Acordo é «um final feliz», diz Ulrich

O presidente do BPI defendeu que o acordo entre o Governo e a "troika" é um «final feliz», realçando que é muito melhor do que o PEC4 por ser mais completo.

O acordo alcançado entre o governo e a "troika" é o melhor que podia ter acontecido em Portugal, considerou o presidente do BPI, que falava numa conferência na Universidade Católica, no Porto.

«É um excelente programa. Obviamente que se entrasse agora na análise medida a medida há umas de que gosto mais e outras de que gosto menos. No conjunto penso que é um bom programa adequado às necessidades do país», comentou.

Para o presidente do BPI, as políticas públicas foram o maior falhanço dos últimos anos e há muito que o pais precisava de mudar o caminho, prova disso é o conteúdo do acordo.

«Se compararmos estes documentos da "troika" com aquilo que o PS fez, não só para chegar ao poder como desde que está no poder, não há contradição maior, mas se eles estão contentes em vir também fazer o programa que o país precisa, que por acaso é mais do partidos da oposição, óptimo», acrescentou.

Das medidas já conhecidas, Fernando Ulrich destaca o despedimento individual e as alterações no sector da energia.

O resultado final é muito melhor que o PEC4, mais completo e abrangente, opinou. «Vai para além da questão das finanças públicas e pode ajudar ao crescimento da economia portuguesa que eu penso que vai demorar tempo», referiu.

Este acordo tem um «calendário de execução medida a medida» e «vamos ter um mecanismo de controle», realçou o responsável máximo do BPI.

O presidente do BPI destacou ainda a transparência com que a oposição e os parceiros sociais foram ouvidos durante a negociação. «Foram ouvidos com papel e lápis, não se tratou de conversas à noite ou telefonemas», afirmou.

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