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Aumento do imposto sobre combustíveis está a ter efeitos "devastadores"

A conclusão é da Associação de Revendedores de Combustíveis que no último mês visitou vários postos de abastecimento dos dois lados da fronteira. Segundo a ANAREC, a quebra nas vendas junto à fronteira com Espanha ultrapassou os 20%.

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Amin Chaar/Global Imagens

O presidente da Associação de Revendedores de Combustíveis diz que as consequências do aumento do Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP) são evidentes. Depois de visitar postos de abastecimento dos dois lados da fronteira ao longo do último mês, João Durão conta que "do lado de lá vimos portugueses a abastecer em catadupa e do lado de cá vimos os postos às moscas. Falei com postos a 70 quilómetros da fronteira que disseram já sentir o problema do aumento do ISP".

Segundo a ANAREC, a queda de vendas junto à fronteira com Espanha é superior a 20%. João Durão diz que já se pode afirmar que as piores previsões confirmaram-se; "houve efeitos devastadores. Os nossos associados da fronteira estão com a corda na garganta".

A Associação de Revendedores de Combustíveis espera que o governo recue sem grandes demoras. João Durão quer que o executivo "diga que a partir de determinado valor acaba o imposto imediatamente. Será nesse sentido que vamos pressionar o governo e o ministro da economia vai ter de nos ouvir".

A diferença de preços entre Portugal e Espanha chega a atingir em alguns casos, segundo a ANAREC, 30 cêntimos por litro.

A TSF também contactou a APETRO (Associação de Empresas Petrolíferas) que só admite fazer um balanço do primeiro mês após o aumento do ISP, quando tiver números concretos. Ainda não os tem.

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