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Banco de Portugal espera recessão de 1,6% do PIB em 2013

O Banco de Portugal reviu as projeções para o crescimento económico do próximo ano e antecipa uma recessão de 1,6%, contrariando a projeção do Governo que prevê uma queda de 1%.

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Trata-se de um conjunto de estimativas mais pessimistas que as do Executivo e da troika e uma revisão em forte baixa em relação às últimas previsões.

A instituição liderada por Carlos Costa considera que em 2013 a economia portuguesa vai recuar 1,6 %, um desempenho muito mais negativo do que a estagnação estimada no último boletim, publicado antes da apresentação do Orçamento do Estado (OE) para o próximo ano.

O Banco de Portugal (BdP) considera que a quebra fica a dever-se à diminuição da procura interna, ou seja, à austeridade. O consumo das famílias vai recuar tanto que nem o desempenho muito positivo das exportações compensa.

As vendas de bens e serviços ao exterior, isto é, o setor dos bens transaccionáveis, é o único capítulo desta história capaz de dar algum alento à economia. As exportações vão crescer mais de 5%, as importações aumentam 1,5% mas este valor parte de uma quebra em 2012 de 6%.

O investimento das empresas vai entrar em queda livre, com um recuo de 10%, quatro vezes maior do que o estimado no último boletim.

O BdP avisa, no entanto, que estas projeções são condicionadas por um elevado grau de incerteza, associada a vários fatores, uns internos, ligados à política económica e financeira, e outros externos, relacionados com o combate europeu à crise da dívida soberana e do euro.

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