TSF

  • Menu
  • Em Directo
reformas

BCP avança com 150 reformas antecipadas

O BCP vai avançar com reformas antecipadas de cerca de 150 trabalhadores, para além das rescisões amigáveis que levou a cabo com 600 funcionários.

PUB

A informação foi dada à agência Lusa por fonte oficial do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, o mais representativo do setor.

Estes trabalhadores juntam-se aos 600 funcionários com que o banco acordou a rescisão dos contratos por mútuo acordo, elevando assim para quase 800 a saída de trabalhadores do banco liderado por Nuno Amado, que em setembro tinha 9.866 funcionários.

Para já, a instituição não faz quaisquer comentários sobre o tema. Os resultados deste processo de reestruturação deverão ser conhecidos na apresentação dos resultados do BCP referentes a 2012, marcada para 8 de fevereiro.

A condução deste processo pela administração do banco tem levantado queixas de alguns trabalhadores. Eduardo Ferreira, da Comissão de Trabalhadores do BCP (Lista Unitária), disse à Lusa que as rescisões aconteceram num «contexto de chantagem» e «terrorismo» e justificou, nomeadamente, com a carta enviada, a 28 de dezembro, aos trabalhadores que tinham recusado sair da instituição.

Nessa nota, a administração terá dado conta de que estes tinham de «dar uma resposta até dia 31 de dezembro, com a chantagem do despedimento coletivo», referiu.

Também António Ferreira, da Comissão de Trabalhadores do banco, já tinha afirmado à Lusa, no início de janeiro, que os trabalhadores foram «constantemente bombardeados com 'e-mails' que serviram para criar um clima de pressão psicológica na ótica de atingir os números finais».

O BCP anunciou em novembro de 2012 que pretendia reduzir em 600 o número de trabalhadores, até final do ano, através de rescisões amigáveis, admitindo então que se os números não fossem atingidos poderia avançar para despedimento coletivo.

Em dezembro, o presidente do banco disse aos jornalistas que o processo «correu bem» e que o saldo das rescisões está «dentro de um número próximo do previsto».

  COMENTÁRIOS