Economia

BES: Ministra das Finanças quer «punições severas»

Em entrevista à SIC, a ministra das Finanças assegurou que a solução encontrada para o BES foi a melhor e defendeu punições severas para os responsáveis pela gestão danosa detectada no BES.

A ministra das Finanças disse esta segunda-feira que «tem de haver punições severas» no processo que envolve irregularidades financeiras no BES e que levou ao fim da instituição financeira tal como existia até ao último fim-de-semana.

«Tem de haver punições severas, tem de haver contraordenações e terá de haver uma investigação judicial», disse hoje Maria Luís Albuquerque em entrevista à SIC.

Para a governante, o que se passou no BES e que levou à intervenção do Banco de Portugal não pode passar incólume: «Seguramente têm de ser apuradas responsabilidades e tem de ser feita justiça».

As irregularidades financeiras conhecidas no Grupo Espírito Santo e no BES e os prejuízos de quase 3,6 mil milhões de euros apresentados pelo banco no primeiro semestre, já com o líder histórico Ricardo Salgado afastado da sua liderança, levaram o Governo e o Banco de Portugal a definirem no passado fim-de-semana um plano para a instituição.

O BES, tal como era conhecido, terminou. O Banco de Portugal tomou conta da instituição fundada pela família Espírito Santo e anunciou a sua separação, ficando os ativos e passivos de qualidade num 'banco bom', denominado Novo Banco, e os passivos e ativos tóxicos num 'banco mau' ('bad bank').

Para Maria Luís Albuquerque, esta foi a «melhor das soluções» à disposição para resolver a crise no BES e o governador do Banco de Portugal atuou da melhor forma.

A ministra assegurou ainda que os contribuintes não correm risco e que o BES não será um novo BPN.

Relativamente às preocupações dos pequenos investidores, Maria Luís Albuquerque adiantou que a intenção não é penalizar os investidores mais pequenos e lembrou que a lei do mercado «é mesmo assim».

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