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BPN: PSD vai avançar com mudanças nas regras de supervisão

O PSD anunciou hoje que avançará com uma revisão das regras de supervisão económica e financeira e acusou o ex-governador do Banco de Portugal Vítor Constâncio de tentativa de «desresponsabilização» no caso Banco Português de Negócios (BPN).

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O PSD diz que a continuar assim, os trabalhos da comissão de inquérito ao BPN vão terminar sem que alguém assuma alguma responsabilidade no que aconteceu.

«Aquilo a que temos assistimos é a uma total desresponsabilização sucessiva de todos aqueles que tiveram responsabilidades no âmbito da supervisão e das mais altas funções do Estado, ao nível do aparelho financeiro, e do próprio BPN. Se de facto esta comissão continuar com declarações desta natureza, então chegaremos à conclusão que ninguém até agora vai reconhecer um único erro», afirmou o deputado Carlos Abreu Amorim.

O desabafo foi feito pelo deputado do PSD no final da audição desta tarde ao antigo governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio.

O deputado social-democrata aproveitou para anunciar que o PSD vai avançar com propostas para alterar as regras da supervisão sobre o sector financeiro.

É uma iniciativa para avançar quando terminarem os trabalhos da comissão de inquérito ao BPN. Carlos Abreu Amorim diz que como está, e não é só na Banca, não pode continuar.

No Parlamento, Vítor Constâncio reiterou esta tarde que em 2008, quando a crise estalou no Banco Português de Negócios, vigorava uma supervisão com muitos limites.

«A supervisão não uma polícia para um caso de crime como aquele que foi cometido no BPN. Temos que ter consciência das limitações de uma sociedade livre que tem que assentar na confiança. A supervisão não falhou, porque não tem a responsabilidade de encontrar fraudes», afirmou.

O antigo governador do Banco de Portugal defendeu ainda que quando foi tomada a decisão de nacionalizar o BPN, em 2008, era impossível calcular o custo que teria para os cofres do Estado.

Quanto a Oliveira e Costa, principal arguido do processo BPN, Vítor Constâncio garantiu que em função do currículo do antigo secretário de Estado das Finanças era «impossível ter alguma suspeita».

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