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Bruxelas elogia programa do Governo e diz que vai além do exigido

A Comissão Europeia saudou, esta segunda-feira, o programa do Governo considerando que, nalgumas áreas, «vai além do que é estritamente exigido».

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Convicto de que o programa do Governo dá o sinal de que os mercados precisam para restaurar a confiança na economia portuguesa, o porta-voz do comissário europeu dos Assuntos Económicos mostrou-se consciente de que, tal como na Grécia, também em Portugal a dureza das medidas pode dar lugar a manifestações.

Mas, Amadeu Altafaj entende que Passos Coelho deu o sinal certo aos mercados ao cortar no subsídio de Natal.

«Consideramos que isso é um passo muito responsável que demonstra a determinação, sem qualquer dúvida, de que o Governo nunca deixará de fazer o que for necessário para alcançar os objectivos do programa», afirmou.

A Comissão Europeia acolhe com satisfação os objectivos do programa, considerando que chega até a ser mais ambicioso do que os requisitos do memorando de entendimento.

«Saudamos o facto de que, em algumas áreas desse programa, as metas vão mesmo mais além do que aquilo que é exigido. Na nossa opinião, isso demonstra que o Governo é sério nos esforços para as reformas», afirmou.

Apesar da dureza do programa do Governo, Amadeu Altafaj considerou que Portugal não tem outro caminho a não ser cumprir o programa.

«Claro que este é um programa muito exigente e sem dúvida que terá um impacto na actividade económica e pode criar tensões no curto prazo. Nós estamos conscientes disso, todavia é a única forma de conseguir a consolidação das contas públicas de que a economia portuguesa tanto precisa», reforçou.

O porta-voz do comissário Olli Rehn entende ainda que o programa do Governo não tem apenas austeridade, mas também tudo o que a economia portuguesa precisa para, no médio ou longo prazo, gerar crescimento e emprego.

O novo Governo português está a executar as medidas previstas num memorando de entendimento negociado pelo anterior executivo com a "troika" internacional (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) que aprovou um programa de assistência a Portugal de 78 mil milhões de euros comprometendo-se Lisboa a realizar reformas estruturais e tomar medidas de austeridade.

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