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Grupo de trabalho conclui que desde que a taxa de IVA na restauração foi reduzida nalguns produtos, emprego cresceu 6,7% (3,2% no país) e salários aumentaram 3% (1% na economia como um todo).
Um ano depois, aí está o primeiro relatório do grupo de trabalho criado pelo executivo para monitorizar o impacto da medida no setor. O grupo, que conta com representantes do governo e da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), estima que desde 1 de julho do ano passado, dia em que a medida entrou em vigor,
o emprego no setor da restauração cresceu 6,7% - mais do dobro da evolução geral de 3,2% - enquanto o desemprego caiu 9,6%.
O número de beneficiários de subsídio de desemprego no sector caiu 10%... o que levou a um gasto nessa ordem de grandeza nesta prestação social nesta área.
Os salários aumentaram 3% - o triplo do verificado na economia como um todo.
As contribuições sociais do sector tiveram um acréscimo homólogo 10% em relação ao período homólogo, o que representa o dobro do crescimento global da receita contributiva, resultando em mais 23 milhões de euros a entrar nos cofres da previdência.
A redução do IVA na restauração teve um impacto negativo de 162 milhões de euros nos cofres do Estado - uma queda ainda assim menor do que os 175 milhões estimados pelo executivo.
Já os preços praticados na restauração sofreram um aumento de magnitude semelhante à da inflação: cresceram 0,7% no primeiro semestre e 1,3% no segundo (evoluções homóloga).
No final do ano passado a restauração e hotelaria dava emprego a mais de 233 mil pessoas, das quais para cima de 178 mil trabalhavam em cafés restaurantes e similares.