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Estado amortiza 5,6 mil milhões de euros de dívida

Hoje, e pela primeira vez desde a vinda da troika, o Estado amortiza dívida sem a cobertura da troika. Rácio de dívida em relação ao PIB deverá cair cerca de 3,5 pontos percentuais.

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O Estado conseguiu juntar em caixa 5,6 mil milhões de euros para pagar a Obrigação do Tesouro de 1998 que vence nesta segunda-feira.

Esta é a primeira amortização de grande dimensão que o país faz sem a cobertura integral da troika e sem emitir nova dívida.

O aumento das disponibilidades de caixa feito a pensar neste pagamento levou, nos últimos meses, a um aumento do rácio de dívida em relação ao PIB, que está nos 131,4 %. E deverá agora levar a uma diminuição de cerca de 3 e meio por cento desse rácio. O número deverá ser confirmado nas próximas publicações do Banco de Portugal, INE e IGCP.

O teste desta segunda-feira tem a ver com a capacidade de amortizar dívida, e não com a de conseguir emitir novos títulos.

Desde a vinda da troika que o dia 23 de Setembro de 2013 aparece no discurso político e financeiro como uma espécie de data mítica no processo de regresso aos mercados; mas não porque o Estado vá emitir dívida nesta segunda-feira, já que isso nunca esteve planeado.

A importância desta operação tem a ver com o facto de ser a primeira amortização de grande dimensão que não está coberta na totalidade pelos euros da troika.

Foi a pensar nesta segunda-feira que em Outubro do ano passado o IGCP conseguiu, junto dos mercados, trocar quase 4 mil dos 10 mil milhões desta Obrigação do Tesouro por nova dívida, que vence em 2015 com juros mais baixos que os originais.

Posto isto, um regresso aos mercados não deverá ser fácil: no mercado secundário os juros da dívida de longo prazo continuam acima dos 7 %, a Sstandard & Poors colocou a dívida nacional em vigilância negativa, e a PIMCO, a maior gestora mundial de fundos de obrigações, diz que Portugal está pior do que a Grécia e defende um segundo resgate, com mais austeridade.

Até ao final do ano, o Estado ainda vai desembolsar cerca de 4 mil milhões de euros em três amortizações de Bilhetes do Tesouro.

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