supervisão bancária

Governador do Banco de Portugal pede para ser ouvido no Parlamento

Carlos Costa não vai ficar calado e quer prestar esclarecimentos na Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças.

O governador do Banco de Portugal voltou a ser muito criticado com os partidos à esquerda a dizerem que não tem condições para permanecer no cargo pelas falhas que tem cometido, designadamente no processo que levou à resolução do BES.

O Expresso noticiou esta manhã que Carlos Costa enviou uma carta a Teresa Leal Coelho, deputada do PSD que preside à Comissão de Finanças, em que pede para ser ouvido de forma a poder esclarecer todos os aspetos que foram levantados na reportagem da SIC "Assalto ao Castelo", e que denunciam falhas de supervisão.

Na carta citada pelo Expresso, Carlos Costa considera que há nas peças da SIC um conjunto de acusações que distorcem aquilo que de facto se passou. Carlos Costa foi acusado de não ter dado a devida importância a um alerta feito por técnicos do Banco de Portugal sobre a idoneidade de Ricardo Salgado e o mesmo terá acontecido com um estudo que denunciava graves problemas financeiros do Grupo Espírito Santo.

Apesar das críticas de que tem sido alvo, o governador do Banco de Portugal não pode ser afastado pelo governo porque tem um estatuto próprio que está sujeito à fiscalização do sistema de supervisão europeu.

Ouvida pela TSF, Cecília Meireles, coordenadora do CDS na comissão de Finanças diz que os deputados centristas estão interessados em discutir a supervisão bancária mas recusam que este seja o momento para substituir o governador do Banco de Portugal.

Carlos Costa foi reconduzido à frente do Banco de Portugal pelo anterior governo do PSD e CDS. Depois disso, os dois partidos reconheceram na comissão de inquérito ao BES que o regulador falhou mas nem por isso Cecília Meireles defende o afastamento de Carlos Costa.

Por seu turno, o coordenador do PS na comissão de finanças diz que esta é uma atitude positiva do Governador do Banco de Portugal, João Paulo Correia diz que primeiro é preciso ouvir Carlos Costa e depois deliberar sobre o futuro do governador.

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