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Maioria dos portugueses dizem ter sido afetados diretamente pela crise

De acordo com o estudo Transatlantic Trends, 90 por cento dos portugueses entende que a economia é um sistema injusto no qual os benefícios ficam nas mãos de muito poucos.

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Um estudo internacional concluiu que 89 por cento dos portugueses se diz afetado de forma direta pela crise e refere que Portugal é um dos países com mais desigualdades.

Ainda de acordo com este inquérito levado a cabo pelo German Marshall Fund, 90 por cento dos portugueses consideram que a economia é um sistema injusto no qual os benefícios ficam nas mãos de muito poucos.

Ouvido pela TSF, o sociólogo Pedro Magalhães considerou que o estudo Transtlantic Trends 2012 «mostra os riscos que se correm quando a governação não consegue transmitir a ideia, por exemplo, de que os sacríficios são igualmente distribuídos».

«A reação potencial das pessoas a esse problema é sempre muito forte e é sempre uma dimensão do discurso político que pode ser ativada e que as pessoas seguem, porque esse sentimento de desigualdade e de falta de equidade é muito prevalecente em Portugal», acrescentou.

Este sociólogo referiu ainda que este estudo chegou à conclusão que as pessoas entendem que a ação da União Europeia e da Alemanha é mais positiva do que a dos governos nacionais, o que Pedro Magalhães entende como «curioso».

Em Portugal, 54 por cento dos inquiridos tem opinião positiva sobre a ação da União Europeia, contra 34 por cento que dá nota positiva à atuação do governo liderado por Pedro Passos Coelho, que é reprovado 65 por cento dos inquiridos.

Por outro lado, apenas britânicos, espanhóis e turcos têm uma visão menos positiva da União Europeia, ao passo que Itália, Espanha e Portugal dão nota negativa ao executivo liderado por Angela Merkel.

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