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Nunca nenhuma supervisão foi tão intrusiva como no caso BES, diz Carlos Costa

No Parlamento, o governador do Banco de Portugal lembrou que nenhuma supervisão chegou a investigar contas dos clientes dos bancos e disse ser desejável a entrada de novos acionistas com o reforço de capital «mesmo que os riscos se limitem ao mínimo».

O governador do Banco de Portugal garantiu, esta sexta-feira, que nunca nenhuma supervisão foi tão intrusiva como aquela que foi feita ao Banco Espírito Santo.

«Não conheço nenhuma instituição de supervisão europeia que tenha levado o nível de supervisão intrusiva ao ponto de ir inspecionar as contas dos clientes dos bancos», explicou Carlos Costa.

O governador esclareceu que «foi identificada no final de novembro de 2013 uma situação patrimonial grave nas contas individuais do Espírito Santo Internacional causada por um inusitado acréscimo de materialidade muito significativa do respetivo passivo financeiro».

Na Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças, Carlos Costa considerou ainda que seria desejável a entrada de novos acionistas com o reforço de capital «mesmo que as contingências e riscos se limitem ao mínimo».

Para o governador do Banco de Portugal, o Banco Espírito Santo está protegido da exposição aos negócios do Grupo Espírito Santo da filial angolana da instituição bancária.

«O BES possui uma almofada de capital suficiente para acomodar possíveis impactos negativos resultantes da exposição ao braço não financeiro do GES sem comprometer o cumprimento dos rácios mínimos de capital», explicou.

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