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crise internacional

Obama reconhece que situação económica dos EUA é cada vez mais grave

Barack Obama reconheceu, esta sexta-feira, que a situação económica dos EUA é cada vez mais grave e está a deteriorar-se. Durante a apresentação da nova equipa dos serviços secretos norte-americanos, o presidente eleito reafirmou que está disposto a iniciar conversações com o Irão.

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Depois de quinta-feira ter avisado que a recessão pode ficar por vários anos, Barack Obama reconheceu, esta sexta-feira, que a situação económica dos Estados Unidos é cada vez mais grave e está a deteriorar-se.

Estas declarações surgiram depois de o Departamento do Trabalho norte-americano ter anunciado que os Estados Unidos perderam 2,5 milhões de empregos em 2008, o valor mais elevado em 63 anos.

Barack Obama proferiu estas declarações durante a apresentação, em conferência de imprensa, da nova equipa dos serviços secretos norte-americanos, entre os quais se destacam os próximos directores da CIA, Leon Panetta, e dos serviços nacionais de Informações, o almirante na reserva Dennis Blair.
 
Alguns grupos de apoio a Timor-Leste mostraram a sua oposição à nomeação de Blair, devido ao apoio que deu às forças armadas indonésias durante a ocupação de Timor-Leste quando o novo director dos serviços nacionais de Informações comandava as forças armadas norte-americanas no Pacifico.

No entanto, fontes do Congresso sublinharam que não deverá haver problemas com a nomeação destes dois nomes para chefiar os serviços secretos norte-americanos.

Durante a conferência de imprensa, o presidente eleito, que toma posse a 20 de Janeiro, falou ainda da estratégia da política externa norte-americana, destacando o processo relativo ao Irão.

Barack Obama reafirmou aquilo que tinha sido um dos pontos da sua campanha eleitoral, ou seja, que está disposto a iniciar movimentações diplomáticas para estabelecer contactos com o Irão, apesar de afirmar que aquele país «constitui uma verdadeira ameaça à segurança dos Estados Unidos».

O presidente eleito sublinhou ainda que o início do diálogo com o Irão é uma ideia realista e servirá os interesses norte-americanos.

Também esta sexta-feira, o jornal Washington Post noticiou que, ao contrário da administração Bush, Obama está disposto a estabelecer contactos de baixo nível com o movimento armado Hamas, com vista a fazer avançar o diálogo entre Israel e os palestinianos.

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