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Passos ao lado de Merkel contra as eurobonds

Após um encontro com a chanceler alemã Angela Merkel, Passos Coelho explicou porque não concorda com as eurobonds e admitiu a hipótese de inscrever o défice na constituição.

O primeiro-ministro disse, esta quinta-feira, concordar totalmente com Angela Merkel na ideia de que lançar títulos conjuntos de dívida para financiar orçamentos não faz sentido nesta altura.

Após um encontro com a chanceler alemã, Pedro Passos Coelho defendeu que «não se pode olhar para um princípio de obrigações europeias como uma forma de resolvermos que temos de excesso de dívida».

«A existência de uma espécie de tesouro europeu pressuporia um nível de aprofundamento político da União que não pode ser realizado a tempo de resolver os nossos problemas. Teriam de ser alterado não só o Tratado de Lisboa, como teriam de ser revistas as constituições da grande maioria dos países europeus», recordou.

O chefe do Governo português admite que «temos de ter a expectativa de alcançar no futuro uma integração política maior, mas para isso vamos ter de resolver os problemas de hoje».

«As eurobonds são a resposta errada. Temos um problema de competitividade e taxas de juro idênticas para todos. Não seria um incentivo à competitividade. Pensar que podemos acabar com as dívidas pondo tudo no mesmo tacho é errado», recordou Merkel.

Já no que toca à possibilidade de inscrever o défice na constituição, Passos Coelho disse «não ver com maus olhos, antes pelo contrário» esta hipótese.

Na resposta, a chanceler alemã ficou contente com o facto de Passos Coelho ter admitido esta possibilidade, pois esta é uma forma de estarmos seguros de que os governos cumprem o que já prometeram».

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