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Passos Coelho deixa mensagem pessoal aos portugueses no Facebook

Após o anúncio do corte de um salário no privado e dois na Função Pública, Passos Coelho desabafou no Facebook como cidadão e pai, confessando que o discurso de sexta-feira foi «ingrato».

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O primeiro-ministro publicou, esta madrugada, uma mensagem no seu mural da rede social Facebook reiterando que as medidas de austeridade que anunciou na sexta-feira «representam um passo necessário e incontornável no caminho de uma solução real e duradoura».

Na mensagem, Pedro Passos Coelho dirige-se aos portugueses chamando-lhes «amigos» e afirma que esse foi «um dos discursos mais ingratos que um primeiro-ministro pode fazer»: ter de «informar os portugueses, que têm enfrentado com tanta coragem e responsabilidade este período tão difícil da nossa história, de que os sacrifícios ainda não terminaram».

«Não era o que gostaria de poder vos dizer, e sei que não era o que gostariam de ouvir», acrescenta.

«Queria escrever-vos hoje, nesta página pessoal, não como primeiro-ministro mas como cidadão e como pai, para vos dizer apenas isto: esta história não acaba assim. Não baixaremos os braços até o trabalho estar feito, e nunca esqueceremos que os nossos filhos nos estão a ver, e que é por eles e para eles que continuaremos, hoje, amanhã e enquanto for necessário, a sacrificar tanto para recuperar um Portugal onde eles não precisarão de o fazer», assegura.

O chefe do executivo PSD/CDS anunciou na sexta-feira mais medidas de austeridade para 2013, incluindo os trabalhadores do setor privado, que, na prática, perderão o que o primeiro-ministro diz corresponder a um subsídio através do aumento da contribuição para a Segurança Social de 11 para 18 por cento.

Os funcionários públicos continuam com um dos subsídios suspensos (na totalidade nos rendimentos acima dos 1.100 euros/mensais e parcialmente acima dos 600 euros) e o outro é reposto de forma diluída nos 12 salários, que será depois retirado através do aumento da contribuição para a Segurança Social, também de 11 para 18 por cento.

A contribuição das empresas desce dos atuais 23,75 por cento para 18 por cento. Os pensionistas continuam sem subsídios de férias e de natal.

Estas medidas vão estar previstas no Orçamento do Estado de 2013 e são justificadas pelo Governo como uma forma de compensar a suspensão dos subsídios de férias e de Natal em 2013 e 1014, "chumbada" pelo Tribunal Constitucional.

Na mensagem hoje publicada na sua página do Facebook, o primeiro-ministro sublinha que Portugal «é hoje um exemplo de determinação e força», e que «esse é o resultado direto dos sacrifícios que todos temos feito», contrapondo, embora, que «para muitos Portugueses, em particular os mais jovens, essa recuperação não tem gerado aquilo que mais precisam neste momento: um emprego».

«Quem está nessa situação sabe bem que este é mais do que um problema financeiro - é um drama pessoal e familiar, e as medidas que anunciei ontem [sexta-feira] representam um passo necessário e incontornável no caminho de uma solução real e duradoura», afiança.

«Vejo todos os dias o quanto já estamos a trabalhar para corrigir os erros do passado, e a frustração de não poder poupar-nos a estes sacrifícios é apenas suplantada pelo orgulho que sinto em ver, uma vez mais, do que são feitos os portugueses», observa.

A concluir, deixa um «obrigado a todos» e assina só com o nome próprio, Pedro.

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