PSD

Passos Coelho não apoia Governo em mais medidas de austeridade

Numa resposta às novas medidas de austeridade do Governo, Passos Coelho disse que este não é o caminho e acusou o Governo de desleixo, falta de rigor e desnorte.

O líder do PSD garantiu que não vai estar ao lado do Governo na implementação de novas medidas de austeridade e deixou claro que pedir novos sacrifícios aos portugueses não é o caminho.

«Com a autoridade que lhe advém da atitude responsável que sempre tem assumido e com a certeza de qual é o sentido que a defesa do interesse nacional exige, o PSD afirma, com total clareza e lealdade democrática,que o errado caminho em que no Governo pretende prosseguir não contará com o nosso apoio», sublinhou Pedro Passos Coelho.

Para o líder social-democrata, que não pretende criar uma crise política com a posição que tomou, «se o Governo quer seguir por tal caminho terá de o fazer sozinho ou buscar o apoio de outros».

«Se queria o apoio de algum partido no Parlamento para a adopção destas medidas, o Governo deveria ter demonstrado a sua boa-fé e o seu interesse em fazê-lo procurando esse apoio antes de ter apresentado essas medidas», acrescentou.

Passos Coelho adiantou ainda que se o Executivo pretendeu «negociar com a Comissão Europeia e com o Banco Central Europeu medidas que ocultou ao país e aos parceiros sociais e mesmo ao PSD o Governo escolheu o seu caminho, mas não é o nosso».

«Infelizmente, o anúncio destas medidas adicionais é uma prova gritante do desleixo, falta de rigor, incompetência e desnorte de quem nos conduziu a uma situação especialmente delicada e que se revela absolutamente incapaz para dela nos retirar», frisou.

Sem nunca falar na possibilidade da apresentação de uma moção de censura, Passos Coelho, que falou na sede nacional do seu partido, disse não saber se haverá no futuro uma crise política em Portugal, dado que não pode falar pelo Governo.

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