Economia

PM quer «remover num par de anos» todas as medidas extraordinárias do tempo da troika

O Primeiro-Ministro aproveita o relatório do Conselho das Finanças Públicas, que refere hoje a necessidade de mais medidas de consolidação orçamental, para prometer a substituição de medidas temporárias por reformas. Passos Coelho quer «remover num par de anos todas as medidas» extraordinárias e promete «novas medidas de política estrutural» em abril.

Passos Coelho insiste que «a remoção das medidas extraordinárias tem de ser progressiva» e que, ao mesmo tempo, o Governo tem de avançar com reformas permanentes.

«Temos de ir adotando medidas de reformas estruturais importantes, que nos permita remover num par de anos todas essas medidas e não confirmar aquilo que é a proposta do Conselho das Finanças Públicas, isto é, ter sempre novas medidas de política estrutural, que nos garantam que nós podemos continuar a crescer no futuro, a criar emprego no futuro, sem por em risco quer as nossas contas públicas quer a dívida externa do país», afirmou Passos Coelho num hotel em Loulé, à margem da conferência que assinala os 45 anos da Região de Turismo do Algarve (RTA).

O Primeiro-Ministro diz que esta promessa «é possível» e que, «para o comprovar», apresentará o Programa de Estabilidade e Crescimento em abril.

Hoje, o Conselho das Finanças Públicas avisou que o défice a partir de 2016 pode derrapar acima dos 3% se não forem tomadas novas medidas de consolidação orçamental. Passos Coelho aproveita, por isso, para criticar a oposição.

«Aqueles que acham que todas as medidas restritivas que tomámos no passado apenas conduziram o país à recessão e a maiores dificuldades, terão grande dificuldade em explicar estas perspetivas», disse.

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