BES

Portas nega que Conselho de Ministros tenha sido «clandestino»

Para o vice-primeiro-ministro, no Conselho de Ministros onde foi aprovado o diploma que deu ao Banco de Portugal poderes para controlar a futura venda do Novo Banco houve apenas uma «facilitação de meios eletrónicos» porque houve urgência.

O vice-primeiro-ministro rejeitou a ideia socialista de que foi «clandestino» o Conselho de Ministros de domingo onde foi aprovado o diploma que deu ao Banco de Portugal poderes para controlar a futura venda do Novo Banco.

Ao receber o ministro moçambicano dos Negócios Estrangeiros e candidato presidencial da Frelimo, Paulo Portas explicou que «estamos no séc. XXI» e que os ministros podem tratar dos assuntos por via eletrónica sempre que haja urgência.

Segundo Portas, o Regimento do Conselho de Ministros prevê que em «questões urgentes se pode pedir a opinião dos ministros e a sua concordância sobre um diploma por via eletrónica desde que todos sejam ouvidos e seja recolhido pela Presidência do Conselho de Ministros».

«Em questões urgentes, às vezes é necessário proceder a um e-Conselho de Ministros, mas nada disso tem a ver com clandestinidade», acrescentou o vice-primeiro-ministro, que frisou que apenas houve «facilitação de meios eletrónicos».

Comentando a opção do Banco de Portugal em relação ao BES, Portas entende que foi a mais aceitável das que eram possíveis e sublinhou que nacionalizar o banco anteriormente liderado por Ricardo Salgado resultaria numa tragédia.

Portas, que disse que «toda a supervisão é pouca» e mostrou-se a favor de uma «supervisão muito exigente», recordou que a nacionalização do BPN foi um «desastre para os contribuintes».

«Na medida de resolução do BES, os acionistas são chamados a responder, todo o sistema financeiro contribui solidariamente para a sua estabilidade, mas os contribuintes, os depositantes e os trabalhadores são poupados», frisou.

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