medidas de austeridade

PR: Mais sacrifícios devem ser para os que ainda não os suportam

O PR escusou-se a abordar uma eventual decisão do Governo de reforço das medidas de austeridade, mas lembrou que o acréscimo dos sacrifícios deve incidir naqueles que ainda não os suportam.

«O que tenho dito é que eventualmente só se podem considerar para acréscimos de sacrifícios aqueles que não os suportaram até este momento», referiu Cavaco Silva, frisando que enquanto chefe de Estado «não comenta possibilidades», aguarda que o Governo apresente as propostas, e que estas sejam discutidas na Assembleia da República.

No entanto, deixou a mensagem de que «o que é importante é preservar, ou tentar melhorar, a acuidade na distribuição dos sacrifícios fiscais, tratando da mesma forma aqueles que têm o mesmo rendimento e que se encontram na mesma situação pessoal».

Sobre as negociações em curso com a "troika", considerou ser «uma boa ocasião para fazer uma revisão», passados que foram cerca de quinze meses de aplicação do programa negociado pelo Governo anterior.

Cavaco fez notar que a conjuntura económica internacional se alterou, «afetando negativamente Portugal», em particular as exportações para a Espanha, que é o principal mercado português.

O Presidente da República participou hoje, em Coimbra, na inauguração da Innovnano, uma unidade industrial que irá produzir nanomateriais através de um processo único a nível mundial já patenteado, e que integra a CUF, a holding química do Grupo José de Mello.

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