Empresas

Rui Rio contra a atribuição de quotas de mulheres em empresas cotadas em bolsa

Um luxo saudável para o atual momento económico. É assim que Rui Rio avalia a discriminação positiva de mulheres para os conselhos de administração nas empresas cotadas em bolsa.

Rui Rio considera que a decisão de colocar uma quota de 33 por cento de mulheres na gestão das empresas cotas em bolsa é um luxo.

O antigo presidente da Câmara do Porto, e economista, é da opinião que na atual conjuntura, esta medida só vem dificultar a vida das empresas.

"Independentemente de ter a maior simpatia pelas senhores, eu vejo um pouco difícil estarmos a dizer às empresas cotadas dizer que agora têm xis meses para meter não sei quantas senhoras para meter na administração porque isto é criar mais dificuldades a uma coisa que neste momento não se devia criar dificuldades. (...) lá mais à frente, quando as coisas estiverem mais estabilizadas, podemos ter esses luxos saudáveis", defendeu o antigo autarca.

A nova lei determina que as 46 empresas cotadas na bolsa vão ter de nomear para os seus órgãos de administração e supervisão 45 mulheres até ao início de 2018 e mais 76 mulheres até 2020. Atualmente, das empresas cotadas na bolsa, só uma é presidida por uma mulher, a Galp Energia, e existem 13 que não têm uma mulher na administração.

Rui Rio foi moderador de um debato realizado no V Fórum Empresarial do Algarve em que participaram também Miguel Frasquilho e Mira Amaral. Rui Rio disse temer que o défice deste ano não seja tão animador, porque o plano de recapitalização da Caixa geral de Depósitos vai pesar.



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