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O fundador do BPI e presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, afirma-se um defensor do fim dos "offshores" em nome de uma maior transparência.
Comentando o escândalo dos Documentos do Panamá, que envolve também mais de 240 portugueses, Santos Silva sublinha que o caso deve alertar para a necessidade de "as sociedades serem transparentes. Tudo o que se faz tem que ser conhecido para que o Estado possa atuar em todos os planos, nomeadamente no plano fiscal e no da justiça. Sou um defensor do fim dos offshores porque escondem muita coisa que não deve ser escondida".
Sobre o alegado envolvimento do grupo BES no caso do 'offshore' do Panamá, Artur Santos Silva comentou que "quem exerce funções na banca exerce funções de grande interesse público e tem de ter sempre a ética e a lei na frente dos olhos".
E acrescentou: "Quem exerce funções na banca exerce funções de grande interesse público e tem que ter sempre a ética e a lei na frente dos olhos", disse Artur Santos Silva, à margem do evento Terra Justa - Encontro de Causas e Valores da Humanidade, em Fafe, onde a Fundação Calouste Gulbenkian foi hoje homenageada.
O ex-banqueiro falava à margem da participação que teve hoje, em Fafe, no evento "Terra Justa", na qualidade de presidente da Fundação Calouste Gulbenkian.