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Secretário de Estado diz que 'troika' aprofunda austeridade do PEC4

O secretário de Estado da Segurança Social defendeu, em declarações à TSF, que o acordo com a 'troika' aprofunda a austeridade do PEC4, mas destaca algumas medidas positivas.

Entre as medidas que o secretário de Estado destaca como positivas está o facto de os trabalhadores a recibos verdes passarem a ter acesso ao subsídio de desemprego.

Igualmente positiva, segundo Pedro Marques, é a medida que prevê que sejam apenas necessários 12 meses de trabalho para o acesso ao subsídio.

Como medidas mais gravosas do que as do PEC4, o governante aponta o corte para 18 meses na duração do subsídio de desemprego, mas salienta o facto de terem sido salvaguardadas algumas situações.

«A redução da duração do subsídio de desemprego não afectará nem as pessoas que estão agora desempregadas, nem os trabalhadores que já atingiram uma idade que lhes permite ter acesso ao subsídio se ficarem desempregados num período superior aos 18 meses», afirmou.

A partir dos 30 anos, sublinhou, «é possível ter um subsídio de desemprego sob determinadas condições, num período de 18 meses ou mais».

Também a descida do valor máximo do subsídio de desemprego de mil 257 euros para 1048 euros é uma medida negativa para o secretário de Estado.

Pedro Marques admite que o resultado das negociações podia ser pior, mas sublinha que, com este acordo, os portugueses são mais penalizados do que seriam com o PEC4.

Ouvido pela TSF, João Camargo, do Movimento Precários Inflexíveis, desvalorizou o facto de os trabalhadores a recibos verdes passarem a ter acesso ao subsídio de desemprego.

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