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Seguro acusa Passos de estar «obcecado» com os mercados

Após as críticas do primeiro-ministro à proposta do PS para flexibilizar a meta do défice, António José Seguro acusou Passos de «insensibilidade» face aos sacrifícios dos portugueses.

O secretário-geral do PS acusou o primeiro-ministro de revelar «enorme insensibilidade» e de estar «obcecado pelos mercados» ao criticar os socialistas por defenderem junto da troika um défice de «pelo menos 5%» em 2014.

«Ele [Pedro Passos Coelho] sabe, ou deveria saber, que uma meta de 5% permitiria não fazer cortes retroativos nas pensões, não aplicar a TSU ao conjunto dos reformados e permitiria parar com os despedimentos na função pública», afirmou António José Seguro, no final de um jantar comício em Fafe, o maior até agora realizado no âmbito da caravana nacional do PS.

O secretário-geral socialista disse que, mesmo assim, Pedro Passos Coelho critica o PS «por defender os portugueses junto dos nossos credores».

«Tanta insensibilidade só pode vir de alguém que está obcecado com os mercados e que não olha para a realidade que se está a passar no nosso país», criticou António José Seguro.

De acordo com o secretário-geral do PS, em Portugal «há cada vez mais pessoas a serem atiradas para a pobreza e cada vez mais famílias com dificuldades para chegarem ao final do mês».

Depois, lançou uma crítica à coesão do atual Governo, depois de insistir na ideia de que Passos Coelho «está desligado da realidade».

«Nós sabemos que no Governo dele ninguém se entende: Um quer o défice flexibilizado, ele diz que não quer o défice flexibilizado. O Governo português não fala a uma só voz, não tem capacidade para defender os interesses dos portugueses, mas isso é lá com eles», referiu Seguro.

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