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Troika chega hoje para nova avaliação do programa de ajustamento

Durante 15 dias, a troika vai analisar medidas recentemente adotadas pelo Governo e que constam do acordo. Se Portugal passar no teste, recebe um cheque de quatro mil milhões de euros.

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Uma das medidas de maior envergadura previstas no acordo para esta altura é o corte nas rendas excessivas no sector da energia, e que o governo já anunciou na semana passada, garantindo uma poupança para o estado de 1800 milhões de euros até 2020.

O memorando da troika prevê também a contratação de uma equipa para analisar as parcerias público-privadas, com vista à redução de encargos do Estado. Esta medida também já avançou, essa equipa é liderada por António Borges.

Outro foco de atenção: o sector empresarial do Estado, com destaque para as empresas de transportes.

O Governo terá de nestas duas semanas mostrar à troika que a reestruturação está bem encaminhada e garantir que mantém o objetivo de atingir o equilíbrio operacional no final do ano, ou seja, garantir que as receitas da operação cobrem os custos.

A troika deverá também analisar a evolução do programa de privatizações, o dossier da Banca, que ainda não recorreu ao fundo de recapitalização de 12 mil milhões de euros, e o mercado de arrendamento.

A conjuntura macroeconómica também deverá dar que fazer aos homens de Washington, Bruxelas e Frankfurt.

Se por um lado a recessão no primeiro trimestre foi inferior à prevista, por outro o desemprego está quase nos 15 por cento, o que coloca pressão adicional sobre a sustentabilidade da segurança social.

Mas há também preocupações que chegam de fora. A Europa económica, com destaque para a Espanha, está a definhar, o que pode afetar as exportações, que têm sido a tábua de salvação da economia nacional e uma eventual saída da Grécia da zona euro poderá trazer consequências para Portugal.

A troika já disse no entanto que se forem fatores externos a impedir Portugal de atingir os objetivos do programa, essas metas poderão ser revistas.

Com os quatro mil milhões de euros que Portugal encaixa se passar no teste, o país já terá recebido 70 por cento do bolo de 78 mil milhões de euros emprestados pela troika.

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