Legislativas 2015

Costa quer Ministério da Cultura para o "país" e não para os "agentes culturais"

Em Lisboa, o líder do PS recebeu o apoio de diversas personalidades, a quem garantiu que cultura será uma "prioridade" num momento em que país está "consumido" pelos números. Costa defende que estado não deve ter "política de gosto", mas deve contribuir para acesso à cultura.

A ideia de relançar um Miinistério da Cultura é ponto assnte no programa eleitoral do PS, mas, num almoço com agentes culturais, em Lisboa, António Costa aproveitou para reforçar que, com um governo socialista, esse será um compromisso imediatamente cumprido: "É essencial", disse.

Mas, sublinha: "Mais do que um Ministério da Cultura, nós precisamos de um governo de cultura, porque a cultura tem de estar presente, transversalmente, em todas as dimensões da vida e da atividade do governo".

Para o secretário-geral do PS, o governo deve ter um papel central no apoio à cultura, mas, salienta: "O Ministério da Cultura não é um Ministério para os agentes culturais, pelo contrário, é para o país."

"Ao estado e ao governo não cabe escolher artistas nem ter uma política de gosto. Mas, é obrigação do estado tornar a cultura acessível a todos", acrescenta.

No almoço, Costa, disse que o país tem estado "consumido a discutir percentagens , taxas e questões financeiras", insistindo que o executivo de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas foi responsável por "destruir a autoestima do país".

Dirigindo-se ainda aos convidados, relembrou o trabalho que fez, em prol da cultura, enquanto autarca, destacando que "as maiorias absolutas permitiram governar melhor". Garantiu também querer fazer no governo "o mesmo" que fez na autarquia da capital, e apelou ao voto: "Já agora, sejam amigos: que ganhe o PS com condições de governar".

Sob o título de "Almoço com o mundo da Cultura", a ação de campanha contou com a presença de nomes como António Mega Ferreira, antigo presidente do Centro Cultural de Belém, o ex-ministro Eduardo Marçal Grilo, António Vitorino de Almeida, Carrilho da Graça; e atores como Diogo Infante, Vítor de Sousa ou Paulo Pires. Da área da música, estiveram presentes Camané, Gisela João ou João Gil.

Antes do discurso de António Costa, alguns dos presentes tomaram a palavra, para curtos testemunhos de apoio à candidatura socialista.

António Pinto Ribeiro, programador cultural, falou de um governo PSD/CDS-PP que deixa um país numa "ruína social, política e cultural", acusando a coligação de "fanatismo, incompetência e má preparação". Por outro lado, a artista plástica Joana Vasconcelos deixou o apelo para que a cultura seja uma "prioridade" para António Costa. Pilar del Rio pediu a "união das esquerdas" como solução para uma nova política cultural.

Depois de, ontem, a caravana socialista ter percorrido o distrito de Braga, hoje, depois do almoço em Lisboa, António Costa voa até aos Açores para um comício em Ponta Delgada.

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