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Guiné-Bissau: Partidos terminam reunião sem consenso

O grupo de partidos políticos, que hoje reuniu para propor uma solução para a Guiné, não conseguiu um consenso, após quatro horas de reunião, com os militares.

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Fernando Vaz, que foi o porta-voz da reunião, na qual não participou o PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde, no poder até quinta-feira última aquando do golpe de Estado), disse que este domingo vai ser retomado o encontro e deverá ser encontrada uma solução, acrescentando que os partidos têm duas soluções a apresentar.

O responsável não especificou que soluções são essas. «Temos soluções que passarão pela via constitucional e outras que não terão essa via, mas fundamentalmente as soluções serão constitucionais», disse aos jornalistas.

Nas quatro horas de reunião foi discutida a continuidade do processo «do Estado da Guiné-Bissau assente numa via constitucional», disse, admitindo que uma delas poderá ser o presidente da Assembleia Nacional «assumir o país». O presidente da Assembleia, Presidente interino da Guiné-Bissau, está detido.

De concreto, Fernando Vaz não deu soluções para a Guiné-Bissau, depois de militares terem detido na quinta-feira passada o Presidente interino e o primeiro-ministro, mas garantiu que «todos os partidos da oposição da Guiné condenaram o golpe de Estado».

«Vamos dizer isso aos militares e vamos pedir que encontrem uma solução constitucional», porque «quem tem o poder real são os militares», mas «vamos propor uma solução que passe pela via constitucional», disse.

Instado a especificar as duas soluções que os partidos vão apresentar no domingo aos militares, o responsável disse apenas que «as duas soluções são de diálogo e de construção».

Questionado sobre a ausência do PAIGC na reunião, disse que os partidos acreditam que o maior partido vai participar, porque também está interessado na resolução do problema «pela via do diálogo e não pela via da força».

Fernando Vaz disse acreditar que no domingo será encontrada uma solução, tanto mais que na segunda-feira estará em Bissau uma delegação da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental).

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