TSF

  • Menu
  • Em Directo
angola

Líder da oposição angolana diz que Eduardo dos Santos está a trazer de volta o «fantasma da guerra»

O líder da oposição angolana, Isaias Samakuva, de passagem hoje por Lisboa, denunciou que o regime de José Eduardo dos Santos está a trazer de volta o que diz ser o «fantasma da guerra» e não confere credibilidade à manifestação anti-governamental convocada para 7 de Março.

PUB

O líder da oposição de Angola admitiu, numa conferência de imprensa, que os ventos de mudanças e revolta que estão a agitar os países do Norte de África e do Médio Oriente também podem chegar a Luanda, mas Isaias Samakuva reconhece igualmente que essa mudança não acontecerá para já.

Em Angola, circula um apelo há várias semanas para uma manifestação, na próxima segunda-feira, contra o regime de Eduardo dos Santos. Foi entretanto convocada uma contra-manifestação para este sábado, mas o líder da UNITA deixou bem claro que, na sua opinião, este protesto não tem qualquer credibilidade.

Isaias Samakuvra demarca-se desta manifestação por ter sido convocada por anónimos e por suspeitas de que há dedo do regime na convocatória para o protesto.

«Parece-nos que a manifestação do dia 7 foi feita pelo regime para ver o que vai surgir. Não é credível», adianta.

O líder da UNITA diz que não está a preparar nenhuma manifestação, primeiro quer esperar pelas eleições daqui a um ano, para «evitar que ocorra mais sangue no nosso país, mas se o preço da liberdade for esse, na devida altura vamos considerar».

A UNITA acusa o regime de Eduardo dos Santos de trazer de volta o «fantasma da guerra» e de estar a preparar para os próximos dias um cenário de confusão que conduz ao assassinato selectivo de adversários políticos.

Samakuva considera possível que os ventos da África do Norte cheguem a Angola, mas reconhece que entre os angolanos há muito medo, porque a repressão aos protestos tem sido «violenta» e o povo está «traumatizado».

Expectante em relação ao que vai acontecer na segunda-feira o líder da UNITA lamenta ainda que países que falam de democracia, liberdade e direitos humanos estejam calados em relação a Angola. Um silêncio para o qual só encontra uma explicação: o petróleo.

  COMENTÁRIOS