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EUA defende uso de 'drones' contra norte-americanos suspeitos de terrorismo

A Presidência dos EUA defendeu na terça-feira a realização de ataques com aviões não tripulados ('drones') contra cidadãos norte-americanos no estrangeiro suspeitos de terrorismo, considerando-os «legais, éticos e sensatos».

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Estas considerações foram feitas depois da divulgação de um relatório governamental, em que os ataques são justificados, mesmo sem provas de um ato terrorista iminente.

O canal NBC News obteve na segunda-feira uma cópia exclusiva de um relatório do Departamento de Justiça no qual se sustenta que a morte de um norte-americano no estrangeiro, através de um ataque com 'drones', é justificada se se tratar de um «líder operacional» da Al-Qaida ou «uma força associada».

«Realizamos esses ataques porque são necessários para mitigar as ameaças reais em curso, deter conspirações, prevenir ataques e salvar vidas norte-americanas», indicou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, durante a conferência de imprensa diária.

Carney sustentou que os EUA usam «em algumas ocasiões» aviões dirigidos por controlo remoto para «realizar ataques seletivos contra determinados terroristas da Al-Qaida», mas negou-se a dar detalhes dos critérios seguidos para os autorizar.

«O Governo dos EUA toma com muito cuidado a decisão de perseguir um terrorista de Al-Qaida, para garantir a precisão e evitar a perda de vidas inocentes», garantiu o porta-voz.

A União Americana das Liberdades Civis (ACLU, na sigla em Inglês) já considerou, em comunicado, o memorando governamental sobre o uso dos 'drones' como «profundamente preocupante».

A ACLU justificou a preocupação com o facto de o Governo ter a possibilidade de matar uma pessoa «longe de um campo de batalha conhecido e sem qualquer tipo de intervenção judicial, antes ou depois dos factos».

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