Europa

Bruxelas autoriza cultivo de batata geneticamente modificada

A Comissão Europeia autorizou, esta terça-feira, o cultivo e comercialização de organismos geneticamente modificados (OGM) na União Europeia (UE).

Bruxelas autorizou, esta terça-feira, o cultivo da batata Amflora para fins industriais e a sua fécula poderá ser usada em rações. No caso do milho, três variedades receberam autorização para serem usadas em alimentação humana e animal.

A Comissão Europeia assegura que as espécies geneticamente modificadas foram analisadas ao detalhe, nomeadamente no que respeita a resistência a antibióticos.

Bruxelas garante ainda que a Amflora será colhida antes de produzir sementes, de modo a evitar a sua disseminação.

«Estas decisões foram tomadas com base em pareceres favoráveis emitidos ao longo dos anos pela Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (AESA)», garantiu o comissário para a Saúde e Defesa do Consumidor, John Dalli.

«A fécula desta batata vai ser usada para a produção de papel e os produtos derivados desse processo podem também ser usados na alimentação. Não simplesmente aprovado o cultivo desta batata, também avaliamos se se podia usar na alimentação», acrescentou o comissário.

Porém, o ministro italiano da Agricultura já manifestou ser absolutamente contra o cultivo desta batata.

Foi também, esta terça-feira, autorizada a comercialização e transformação das combinações de milho geneticamente modificadas MON863xNK603, MON863xMON810 e MON863xMON810xNK603.

Estes organismos geneticamente modificados (OGM) resultam da combinação de combinações genéticas já autorizadas.

No ano passado, milho "MON 810" foi cultivado em cinco estados-membros, incluindo Portugal, e está em curso o processo de renovação da autorização, prevendo-se a sua conclusão até ao Verão.

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