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Bandeira das tropas norte-americanas retirada do Iraque

A bandeira das tropas dos Estados Unidos foi retirada esta quinta-feira na cerimónia que marca o fim de quase oito anos da presença norte-americana no Iraque desde a invasão do país.

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Numa altura em que faltam poucos dias para a retirada dos últimos soldados norte-americanos que ainda estão no terreno, o general Lloyd Austin, que comanda as forças dos Estados Unidos no país e que recentemente foi nomeado chefe de Estado-maior adjunto, guardou a bandeira.

Na cerimónia, no aeroporto de Bagdad, o secretário norte-americano da Defesa, Leon Panetta, fez questão de prestar homenagem aos soldados que caíram em combate no Iraque.

Disse que os soldados, apesar de não saberem se iam voltar para junto das suas famílias, partem agora com «orgulho, sabendo que o seu sacrifício permitiu aos iraquianos eliminar a tirania e proporcionar prosperidade e paz para as gerações futuras do país».

«O Iraque será confrontado, nos próximos dias, por terroristas e por aqueles que estão a tentar dividir o país, mas os Estados Unidos permanecerão ao lado dos iraquianos quando eles enfrentarem esses desafios», garantiu.

«É tempo de o Iraque olhar para o futuro», disse o secretário da Defesa, pedindo ainda aos iraquianos para não esquecerem o sacrifício feito pelos soldados americanos.

Em Falujah, palco dos mais violentos confrontos dos últimos anos, milhares de iraquianos comemoraram nas ruas a retirada dos militares.

Queimaram bandeiras dos Estados Unidos e exibiram fotografias de familiares mortos. Entre os que festejavam alguns diziam sentir-se inseguros, temendo o regresso das milícias.

A retirada do Iraque foi uma promessa que ajudou Barack Obama a vencer as eleições presidenciais de há três anos. O actual presidente dos Estados Unidos espera também tirar benefícios desta retirada na próxima campanha eleitoral.

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